Saiu hoje no O Globo um caderno especial, que na verdade é
um guia chamado Água na Boca. Ele traz um menu “completo” de todas as casas
votadas nas edições especiais do Água na Boca 2011 dos cadernos dos Jornais de
Bairro. Na parte de café da manhã, aparecem muitos locais bacanas, mas
certamente alguns especiais ficaram de fora. Que bom. Assim, nesse final de
semana (e nos próximos) ainda será possível chegar para curtir aquele café da
manhã, lendo o caderno Ela, sem ter que enfrentar (tanta) fila. Tem coisas que
merecem não ser tãaao divulgadas, para não perder a magia. Já falei aqui do café
da manhã do Parque Lage, que conta com as delícias do D.R.I. Agora vou contar
um segredo, que fique aqui entre nós. Sábado é dia de feira na General
Glicério. Ok? Dia de passear por
entre as coloridas barracas, comer um pastel com caldo de cana no Bigode,
curtir as novidades da feirinha que rola em paralelo com muitos handcrafts e
por que não, uma caipirinha ao som de chorinho. Mas não para por aí. Que tal um
lugarzinho ainda mais charmoso, logo ali no inicio da Professor Ortiz Monteiro?
Pois então. O Maya Café é um lugar especial para começar bem o dia. Além do
café da manhã, é ótimo para um almoço rápido, ou um demorado chá no fim de
tarde. Descobri que fechar o final de semana com uma taça de vinho com os
amigos no domingo à noite, é prenúncio de uma ótima semana. Mas como eu estava
falando de café da manhã, que tal um prosecco para acompanhar? Que fique aqui
entre nós..
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
se a memória não me falha..
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| Aquário Parque Lage |
memória é seletiva
memória é afetiva
eu jurava que você lembrava. tinha certeza.
memória é de cada um. mesmo que coletiva.
eu tenho a minha.
você tem a sua.
dizem que alguns peixes tem 3 segundos de memória.
sorte a deles para alguns fatos merecidos de ser esquecidos.
azar de outros que mereciam ser eternizados.
você fica com a sua.
eu fico com a minha.
quem sabe por alguns segundos a mais.
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
sem querer levantar bandeira
Detesto radicalismo. Gosto sim da tentativa da busca (árdua) por um equilíbrio. Em todos os aspectos da vida. Principalmente na alimentação. Carrego em mim uma verve natureba, graças a herança do meu avô materno. Vovô Samuca para os íntimos. Ele namorou com a macrobiótica nos anos 70 e depois seguiu uma linha mais naturista. Era adepto da bioenergética, yoga e meditação. Quando essas práticas ainda estavam longe de se tornar hype, it ou cool. Nos meus treze anos decidi parar de comer carne, por questões filosóficas (ok, pena dos bichinhos). De certa forma, sob sua influência. E foram indas e vindas no cardápio, incluindo e excluindo alguns tipos de proteína. Há uns sete anos consumo apenas carnes brancas, motivada por questões que transcendem a filosofia (apesar de continuar com pena dos bichos). Passei a ter intolerância a carne vermelha. Isso não quer dizer que eu coma apenas comida orgânica, vegan, ou algo por aí. Mas sinto sim uma felicidade profunda quando adentro um restaurante natural/vegetariano. Emoção compartilhada com a irmã do meio, que há 23 anos, só come peixe. Não sei se é o colorido do prato, ou o fato de saber que aqueles ingredientes todos vêm da natureza (tá, papo cabeça). Ou se no íntimo, é onde estabeleço um contato com vovô e com a linda herança que ele me deixou.
Fotos do Refeitório Orgânico
Rua Dezenove de Fevereiro, 120 - Botafogo
Marcadores:
alimentação,
herança,
homenagem,
sabedoria
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
domingo, 16 de outubro de 2011
apreendendo o instante
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Fotografia
é uma forma de congelar um momento, uma cena, um sorriso. É a forma que
a gente tem de pegar aquele instante e guardar debaixo do travesseiro,
se quiser. Sim, quando eu era pequena e minha mãe viajava, dormia
abraçada com uma foto sua. É arte, memória no papel. É ver o mundo sob
um novo prisma, um novo ponto de vista. É fazer ruído, super expor, e
até tremer de vez em quando. É tornar protagonista, um simples detalhe.
Embalada nesse clima, convido vocês a assistir Nós, exposição individual de Claudia Tavares, que inaugura na próxima quinta-feira (20/10) às 18h no Espaço Cultural Sérgio Porto. Além de uma importante trajetória artística, também como produtora e curadora, Claudia é professora do Ateliê da Imagem. Ah, é minha professora =)
Eu estarei lá.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Um cantinho, um violão
Parabéns atrasado para ele, que no alto dos seus 80 anos continua de braços abertos, abençoando a cidade. Apesar das polêmicas sobre a sua iluminação, continua lindo, sendo visto da janela e por todos os cantos da cidade.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
falando em cinema...
Eu
tinha que fazer hora na sexta-feira e aproveitando a saída da manicure
que fica perto do antigo Espaço de Cinema (que agora se chama Estação
Sesc Botafogo).. resolvi arriscar algum filme do Festival do Rio. Não
tinha lido quase nada sobre a programação. Na verdade, além de saber que
sempre tem o lançamento de algum filme do Almodóvar, sabia também que
às 19h no Estação Vivo passaria o filme Um dia, baseado no romance de
David Nichols, mesmo título, que eu amei muito muito ler. O livro conta a
história de dois amigos, Em e Dex, que se conhecem na noite de
formatura no dia 15 de julho de 1988. A cada capítulo, descobrimos o que
acontece na vida dos dois, nos dias 15 de julho dos 20 anos seguintes.
Fantástico. Mas não ía chegar a tempo. E também não era sobre isso que
eu ía falar.
Cheguei na bilheteria e perguntei
pelo filme seguinte. Descubro que em dois minutos começa "Tillman, um
herói sob medida", The Tillman Story no original. Filme de Amir Bar-lev.
E aí? Pegar ou largar? Pegar claro, como sempre faço quando vou ao
cinema sem ter a mínima idéia do que está passando. Apesar de não saber
se eu ía rir, fica mal, ou entediada nos próximos 94 min. Eu estava
topando.
Cenário: cinema enchendo, filas para
comprar ingressos antecipados, pessoas enlouquecidas estudando (não é
modo de falar) a programação, discutindo com seus amigos as boas, os
horários, aquele filme que eles não po-di-am per-der! Eu só queria fazer hora.
Rapidamente comecei a pesquisar no
smartphone qualquer coisa sobre o filme, como forma de evitar maiores
surpresas. Consegui. O filme na verdade é um documentário indicado ao
Oscar (rá!). Conta a história de um jogador de futebol americano do
Arizona, que após o 11 de setembro é tomado por um sentimento patriótico
e percebe a necessidade de fazer algo maior pelo seu país. Se alista no
exército e ruma ao Afeganistão e ao Iraque, junto do seu irmão do meio.
Já em campo (de guerra), reavalia sua decisão, ao perceber os reais
motivos dos conflitos e o quanto esses ferem seus princípios e valores.
Ainda assim, decide permanecer até o final do tempo proposto. Afinal,
ele havia se comprometido. E é nessa que a tragédia acontece. Patrick
Tillman, atleta de 25 anos, casado com a namorada de escola, é morto
numa emboscada Talibã. Correto? Não. Descobre-se que na verdade foi
morto por fogo amigo, ou seja, por membros do próprio exército
americano. Melhor marketing que esse é quase impossível: um herói do esporte nacional abandona a promissora carreira, para lutar por seu bravo país. E é morto em ação.
O documentário relata a tragédia e a
tentativa (frustrada) da família, de revelar a realidade dos fatos. É
um soco no estômago. Sentimento de impotência. Saí com raiva, mas valeu a
pena.
O Festival do Rio 2011 acontece entre os dia 6 e 18 de Outubro e é possível comprar os ingressos pelo ingresso.com. O site oficial está dando erro, mas vale a pena entrar mais tarde e tentar baixar a programação.
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