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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ain't no mountain high enough


Medianeras. Ok, um filme que praticamente todos já viram, comentaram. Aliás, teceram lindos comentários, porque realmente é apaixonante. Eu assisti ontem, aos 46 do segundo tempo, pois quinta ele sai de cartaz no Estação. Tá certo, o filme é argentino e já sai na frente por isso. A fotografia é de tirar o fôlego. Levanta questões sensíveis que vão além da busca eterna pelo grande amor, ou pelo seu Wally. O que faz uma cidade construir seus prédios de costas para o seu rio? Ou, além de não vermos o rio, porque tantos fios, que cobrem o céu? E a internet que nos aproxima do mundo, mas nos afasta da vida.. e por aí vai. É fácil se identificar com as manias, gostos e porque não, com a angústia e solidão vividos pelos personagens. Ao mesmo tempo que dá uma sensação claustrofóbica e de eterno desencontro, ele mostra que sim, sempre é possível voltar a sorrir. E como bem disse Lili,"abrir uma janela nas medianeras da vida". Afinal, ain't no moutain high enough..

sábado, 19 de novembro de 2011

Envelhecer é para macho!

Sabadão, dia de programinha com a irmã, tipo: fazer as unhas, jantar, fazer comprinhas, fechando com um bom filme. Mas, tinha que ser um filme para um sábado à noite. Nada para gastar o pacote de Kleenex e sair com o nariz vermelho parecendo uma renite atacada daquelas. No entanto, o filme Late Bloomers - O amor não tem fim, apesar de te fazer dar boas risadas, emociona. E muito. Filme de Julie Gavras, o público recebe o presente da belíssima atuação de Isabella Rosselline (redundância: belíssima e Isabella Rosselline na mesma frase) e William Hurt. O tema central? O casal passando pela chamada crise da meia-idade. Um querendo antecipá-la, acelerando o processo, como se asssim pudesse aplacar a angústia sentida. O outro regredindo no tempo, tentado se distanciar do impossível. Porque o tempo é inexorável. E cruel. Lembrei dos  meus avós e pensei profundamente nos meus pais. Sobre o árduo processo do envelhecimento, que segundo palavras da minha mãe, não tem nada de poético. Dói, cansa, demora, não se lembra, se esquece. Como chegar lá, buscando amenizar o desgaste natural do corpo e das emoções? Porque cansa. E (se Deus quiser) todos chegaremos lá.




segunda-feira, 10 de outubro de 2011

falando em cinema...


Eu tinha que fazer hora na sexta-feira e aproveitando a saída da manicure que fica perto do antigo Espaço de Cinema (que agora se chama Estação Sesc Botafogo).. resolvi arriscar algum filme do Festival do Rio. Não tinha lido quase nada sobre a programação. Na verdade, além de saber que sempre tem o lançamento de algum filme do Almodóvar,  sabia também que às 19h no Estação Vivo passaria o filme Um dia, baseado no romance de David Nichols, mesmo título, que eu amei muito muito ler. O livro conta a história de dois amigos, Em e Dex, que se conhecem na noite de formatura no dia 15 de julho de 1988. A cada capítulo, descobrimos o que acontece na vida dos dois, nos dias 15 de julho dos 20 anos seguintes. Fantástico. Mas não ía chegar a tempo. E também não era sobre isso que eu ía falar.
Cheguei na bilheteria e perguntei pelo filme seguinte. Descubro que em dois minutos começa "Tillman, um herói sob medida", The Tillman Story no original. Filme de Amir Bar-lev. E aí? Pegar ou largar? Pegar claro, como sempre faço quando vou ao cinema sem ter a mínima idéia do que está passando. Apesar de não saber se eu ía rir, fica mal, ou entediada nos próximos 94 min. Eu estava topando.
Cenário: cinema enchendo, filas para comprar ingressos antecipados, pessoas enlouquecidas estudando (não é modo de falar) a programação, discutindo com seus amigos as boas, os horários, aquele filme que eles não po-di-am per-der! Eu só queria fazer hora.
Rapidamente comecei a pesquisar no smartphone qualquer coisa sobre o filme, como forma de evitar maiores surpresas. Consegui. O filme na verdade é um documentário indicado ao Oscar (rá!). Conta a história de um jogador de futebol americano do Arizona, que após o 11 de setembro é tomado por um sentimento patriótico e percebe a necessidade de fazer algo maior pelo seu país. Se alista no exército e ruma ao Afeganistão e ao Iraque, junto do seu irmão do meio. Já em campo (de guerra), reavalia sua decisão, ao perceber os reais motivos dos conflitos e o quanto esses ferem seus princípios e valores. Ainda assim, decide permanecer até o final do tempo proposto. Afinal, ele havia se comprometido. E é nessa que a tragédia acontece. Patrick Tillman, atleta de 25 anos, casado com a namorada de escola, é morto numa emboscada Talibã. Correto? Não. Descobre-se que na verdade foi morto por fogo amigo, ou seja, por membros do próprio exército americano. Melhor marketing que esse é quase impossível: um herói do esporte nacional abandona a promissora carreira, para lutar por seu bravo país. E é morto em ação.
O documentário relata a tragédia e a tentativa (frustrada) da família, de revelar a realidade dos fatos. É um soco no estômago. Sentimento de impotência. Saí com raiva, mas valeu a pena.

O Festival do Rio 2011 acontece entre os dia 6 e 18 de Outubro e é possível comprar os ingressos pelo ingresso.com. O site oficial está dando erro, mas vale a pena entrar mais tarde e tentar baixar a programação. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Cinema com Lili



Gosta de assistir filmes? Falar sobre o filme (não durante), conhecer os atores, diretores e seu histórico? Pois então, saindo fresquinho na blogsfera, um espaço para você. Através do olhar e crítica de Eliane Mariz, viaje pelo universo da sétima arte, descobrindo filmes novos e redescobrindo aqueles que de repente você nem se lembrava o título. Sabe aquele filme, com aquele ator, que fazia aquele seriado... Seus problemas acabaram! Dê um pulo no Cinema com Lili e fique íntima, como ela, de todo esse cenário. Dicas, curiosidades, informações, vindos de alguém que além de cinéfila, imprime conhecimento e amor na escrita.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Da série: O amor dá muito o que contar


 Era tarde e eu estava brigando com o sono. Muita convivência com a sobrinha talvez. Fato é que zapeando os canais passei pelo GNT e estava começando o programa GNT.doc, com o documentário Love Etc. Resultado, chorei até as duas da manhã. Porquê? São cinco histórias reais de amor, nas suas mais variadas formas e estágios, passadas na cidade de Nova York. O casal na flor dos seus 18 anos, às véspera de entrar para a faculdade, vivendo a felicidade e a doçura do primeiro encontro. E também da primeira separação. Um quarentão recém-separado, pai de dois adolescentes, na busca de um novo amor. Descobrindo que ainda tem muito para amadurecer. Um diretor de teatro e TV, gay, que decide enfrentar a aventura de ser pai solteiro, através de uma barriga de aluguel. E vem gêmeos. Um casal de jovens indianos, prestes a se casar. Se casam. Ela iludida, ele sem ter certeza. Um casal de músicos, juntos há nada mais do que 48 anos, mas como se fossem uns 48 minutos, ou 48 segundos. Anos de parceria, cuidado e admiração, dificilmente encontrados por aí. Mesmo que a memória falhe. O afeto permanece.
E por isso eu chorei. Por que não há nada nesse mundo que me toque mais do que o amor. Apesar da passagem do tempo, dos desencontros, das frustrações. Ele pode ser difícil, até quase impossível, mas ainda assim, vale a pena.


Dê uma passada no site oficial do documentário aqui e leia mais sobre a diretora (Jill Andresevic) e as histórias. Ainda não descobri como é possível ver o documentário, mas quando souber, aviso vocês! Com o auxílio da super sogra, consegui o horário que o documentário irá reprisar: domingo que vem (02/10) às 19h30. Depois me contem!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

parece que não, mas faz sentido sim


Já escrevi e apaguei esse post várias vezes. Pensei em falar que sou fã do cinema Argentino, e também dos diretores Daniel Burman, Juan Jose Campanella, Fabián Bielinsky. Comecei a escrever  sobre alguns dos seus belos filmes. O Abraço Partido, O Filho da Noiva, O Segredo dos seus olhos, Nove Rainhas.. E desisti. Apaguei de novo. A verdade é que eu só queria mesmo era falar sobre Um Conto Chinês. Filme que assisti ontem, do diretor Sebastian Borensztein com a atuação impecável (mais uma) de Ricardo Darín, Huang Sheng Huang, Muriel Santa Ana. Saí tocada e reflexiva, pensando sobre a principal tópica do filme: a busca (ou não) de um sentido na vida. E é tão simples. Por mais que não tenhamos o alcance de compreender o exato porquê das coisas, dos acontecimentos, dos encontros, do sofrimento, eles fazem sentido. Por mais absurdo que seja. Acaso, sincronicidade, lei da causa e efeito. Não importa de que forma. Dar sentido nos conforta, nos alivia, nos dá resposta. E por isso  a incessante busca por ele.








 Uma palhinha para vocês: