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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ain't no mountain high enough


Medianeras. Ok, um filme que praticamente todos já viram, comentaram. Aliás, teceram lindos comentários, porque realmente é apaixonante. Eu assisti ontem, aos 46 do segundo tempo, pois quinta ele sai de cartaz no Estação. Tá certo, o filme é argentino e já sai na frente por isso. A fotografia é de tirar o fôlego. Levanta questões sensíveis que vão além da busca eterna pelo grande amor, ou pelo seu Wally. O que faz uma cidade construir seus prédios de costas para o seu rio? Ou, além de não vermos o rio, porque tantos fios, que cobrem o céu? E a internet que nos aproxima do mundo, mas nos afasta da vida.. e por aí vai. É fácil se identificar com as manias, gostos e porque não, com a angústia e solidão vividos pelos personagens. Ao mesmo tempo que dá uma sensação claustrofóbica e de eterno desencontro, ele mostra que sim, sempre é possível voltar a sorrir. E como bem disse Lili,"abrir uma janela nas medianeras da vida". Afinal, ain't no moutain high enough..

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Faz lembrar de tudo outra vez


Ainda dá tempo de assistir a Focus Cia de Dança, que fica em cartaz até o dia 18/12 no Espaço Sesc (Copacabana), com o espetáculo "As Canções que você dançou para mim". São uns 60 min. de Roberto Carlos e emoções, muitas emoções. Não dá para não ficar com os olhos mareados e aquele nozinho na garganta, enquanto os oito balarinos dançam lindamente os encontros e desencontros do amor. Sim, estamos falando, dançando e cantando o Rei. São 60 min. onde o afeto, nas suas mais diversas formas e intensidades, são experimentados e compartilhados com a platéia que o cerca. E o choro acontece dos dois lados. Porque como vocês já sabem, não há nada mais lindo do que o amor, mesmo na dor. Ok, rima mais default impossível. Mas é tão verdade que não dá para escapar. Com a direção e coreografia de Alex Neoral e um repertório familiar a todos os ouvidos e corações. Afinal, todos sentimos saudades que gostamos de ter. É para ir de novo. Outra vez.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

chove...




sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um cantinho, um violão






Parabéns atrasado para ele, que no alto dos seus 80 anos continua de braços abertos, abençoando a cidade. Apesar das polêmicas sobre a sua iluminação, continua lindo, sendo visto da janela e por todos os cantos da cidade.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Da série: O amor dá muito o que contar


 Era tarde e eu estava brigando com o sono. Muita convivência com a sobrinha talvez. Fato é que zapeando os canais passei pelo GNT e estava começando o programa GNT.doc, com o documentário Love Etc. Resultado, chorei até as duas da manhã. Porquê? São cinco histórias reais de amor, nas suas mais variadas formas e estágios, passadas na cidade de Nova York. O casal na flor dos seus 18 anos, às véspera de entrar para a faculdade, vivendo a felicidade e a doçura do primeiro encontro. E também da primeira separação. Um quarentão recém-separado, pai de dois adolescentes, na busca de um novo amor. Descobrindo que ainda tem muito para amadurecer. Um diretor de teatro e TV, gay, que decide enfrentar a aventura de ser pai solteiro, através de uma barriga de aluguel. E vem gêmeos. Um casal de jovens indianos, prestes a se casar. Se casam. Ela iludida, ele sem ter certeza. Um casal de músicos, juntos há nada mais do que 48 anos, mas como se fossem uns 48 minutos, ou 48 segundos. Anos de parceria, cuidado e admiração, dificilmente encontrados por aí. Mesmo que a memória falhe. O afeto permanece.
E por isso eu chorei. Por que não há nada nesse mundo que me toque mais do que o amor. Apesar da passagem do tempo, dos desencontros, das frustrações. Ele pode ser difícil, até quase impossível, mas ainda assim, vale a pena.


Dê uma passada no site oficial do documentário aqui e leia mais sobre a diretora (Jill Andresevic) e as histórias. Ainda não descobri como é possível ver o documentário, mas quando souber, aviso vocês! Com o auxílio da super sogra, consegui o horário que o documentário irá reprisar: domingo que vem (02/10) às 19h30. Depois me contem!

sábado, 24 de setembro de 2011

as palavras também valem mais do que mil imagens

"Escreva minha filha, escreva. Quando estiver entediada, nostálgica, desocupada, neutra, escreva. Escreva mesmo bobagens, palavras soltas, experimente fazer versos, artigos, pensamentos soltos (...). Não tenha preocupação de fazer obras-primas, que de há muito eu já perdi, se (é) que algum dia a tive, mas só e simplesmente escrever, se exprimir, desenvolver um movimento interior que encontra em si próprio sua justificação."



Trecho de uma das cartas de Carlos Drummond de Andrade à sua filha Maria Julieta.