Mostrando postagens com marcador homenagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador homenagem. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de abril de 2012

Para ele


 
-->
O dia em que você conhece o amor da sua vida


Você está saindo de um aniversário em um bar, já passa de uma da manhã e o ânimo é pequeno. Mas é o aniversário de uma grande amiga, e você resolve deixar a preguiça de lado e chamar um táxi, na esquina da Prudente com a Farme.
Aí você se lembra que a festa é à fantasia, então chegando lá, pede emprestado um adereço. Coloca um arco de coelha e com um lápis de olho traça uns bigodinhos na bochecha. Está pronta. Desce as escadas cuidadosamente com seu scarpin pink, short jeans e camiseta. Durante a festa, um turista e um jóquei se fazem presentes. O turista conta que a roupa é de um figurino de um espetáculo do seu grupo. Ele é músico. Você acha graça. Acontece então uma conversa tímida sobre qualquer assunto às 4h da manhã, na tentativa de uma aproximação maior. Ele, gentil, cede a última garrafa de Stella para a sua irmã, que com um grande incentivo e tomando a tal Stellinha, tenta aproximar vocês dois. Ele te olha diferente, mas nada acontece. Ele não se conforma por estar de carona e não poder te levar embora. Você, cansada, volta para casa com a sua irmã, que no caminho faz um grande discurso, irritada com a sua falta de abertura para um cara que parecia tão bacana.
Chegando em casa, às cinco da manhã, você vai dar uma olhada no seu e-mail e descobre que o tal cara bacana te procurou no Orkut. Bendito Orkut. E assim começa um contato entre letras e risos e uma vontade de se ver, como tinha de ser. Uns dias depois você fica sem internet e pede para a sua grande amiga enviar um e-mail para ele com o seu telefone. Pronto. Não havia mais dúvida. Ele tinha te ganhado e você não fica nem um pouco sem graça por entregar os pontos. E numa quarta-feira, saindo do trabalho, você recebe uma mensagem. Era ele te convidando para sair. Combinado. Saindo da terapia, você corre para comprar uma roupinha nova (claro que ele só vai descobrir isso agora). Às nove ele te pega e sugere um Japa em Santa. Duas palavrinhas que no seu ouvido soam quase como um pedido de casamento. Sim, você aceita. Mas o tal japa em Santa já não é mais o mesmo. Tem televisão ligada, barata na parede e atendimento ruim. Então você sugere um japa em Ipanema, onde vocês conversam sobre a vida, trabalho e afins, compartilhando a primeira refeição juntos. No carro, o tão esperado beijo. Com gosto de Halls de melancia. E desde então, vocês viajam, curtem os carnavais e se amam de uma forma única, somando amigos, risos e projetos. Saindo cada vez melhor das curvas do caminho. Tendo a certeza de que querem envelhecer juntos, e continuar a sorrir a cada acordar, quando os olhares se encontram. Porque naquela madrugada do dia 25 de novembro de 2007, você tinha que ter pego aquele táxi, naquela esquina, e mesmo cansada, se fantasiar de coelha para conhecer o amor da sua vida.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

"junte os seus trapos e solte forte essa voz.."

Ah o maldito tabu da morte. Ou seria da maldita morte o tabu? Como é difícil falar e lembrar daqueles que se foram e deixaram um buraco enorme no nosso peito. É como se tivessem levado com eles um pedação da gente. Porque emocionalmente é isso mesmo o que acontece. E como é difícil fazer o contrário e que - teoricamente - seria o mais saudável psiquicamente: manter um pedaço de quem foi dentro da gente. Uma fala, um abraço, uma cena. Uma vida inteira. Porque hoje estou emocionada, compartilhando uma dor que agora também é minha. Torcendo para que aqueles que eu amo, sejam sempre confortados. Que eles possam gritar ou chorar baixinho, se assim o quiserem. Porque o luto é único e de cada um. E a gente tem que se lembrar disso também.




terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Para um Natal doce e feliz

Amanhã tem festa de Natal para as crianças que são acompanhadas no Hospital Federal dos Servidores do Estado, onde a irmã mais velha faz residência em Hematologia. Me empolguei e me ofereci para fazer uns bolinhos para ajudar na mesa e na alegria da criançada. Tem coisa mais gostosa do que fazer doce para criança? Ainda mais essas que já passam por tantas coisas difíceis e porque não, amargas. Pequenos gestos (farinha pela cozinha inteira, massa de bolo no teto e por aí vai) despertando sorrisos gostosos e barriguinhas felizes. Esse bolinho se chama Red Velvet e para mim tem muita cara de festa, tendo se tornado figurinha fácil na mesa do Natal. A receita eu peguei desse blog, que eu amo. É meio complexa, em inglês, mas vale o trabalho. Espero que os pequenos gostem!


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

sem querer levantar bandeira

Detesto radicalismo. Gosto sim da tentativa da busca (árdua) por um equilíbrio. Em todos os aspectos da vida. Principalmente na alimentação. Carrego em mim uma verve natureba, graças a herança do meu avô materno. Vovô Samuca para os íntimos. Ele namorou com a macrobiótica nos anos 70 e depois seguiu uma linha mais naturista. Era adepto da bioenergética, yoga e meditação. Quando essas práticas ainda estavam longe de se tornar hype, it ou cool. Nos meus treze anos decidi parar de comer carne, por questões filosóficas (ok, pena dos bichinhos). De certa forma, sob sua influência. E foram indas e vindas no cardápio, incluindo e excluindo alguns tipos de proteína. Há uns sete anos consumo apenas carnes brancas, motivada por questões que transcendem a filosofia (apesar de continuar com pena dos bichos). Passei a ter intolerância a carne vermelha. Isso não quer dizer que eu coma apenas comida orgânica, vegan, ou algo por aí. Mas sinto sim uma felicidade profunda quando adentro um restaurante natural/vegetariano. Emoção compartilhada com a irmã do meio, que há 23 anos, só come peixe. Não sei se é o colorido do prato, ou o fato de saber que aqueles ingredientes todos vêm da natureza (tá, papo cabeça). Ou se no íntimo, é onde estabeleço um contato com vovô e com a linda herança que ele me deixou.
Rua Dezenove de Fevereiro, 120 - Botafogo








sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Um cantinho, um violão






Parabéns atrasado para ele, que no alto dos seus 80 anos continua de braços abertos, abençoando a cidade. Apesar das polêmicas sobre a sua iluminação, continua lindo, sendo visto da janela e por todos os cantos da cidade.