segunda-feira, 14 de novembro de 2011

you've got mail!

Eu estava escrevendo um post sobre o último filme que assisti (fantástico por sinal, mas fica para depois), quando toca o interfone: "é entrega para a senhora". Pois é. No carnaval desse ano, minha irmã (a do meio) chegou de Recife com uma sandália tipo espadrille, lindademorrer. Ok, segundo alguns entendidos (?) é a peça chave do verão. Não sei se é do que passou ou do que chega por aí. Fato é que amei, mas como era de longe, deixei para lá. Eis que há um mês, a mesma irmã me envia um torpedo, informando que a tal sandália estava sendo vendida por um desses sites de compra coletiva, com 50% de desconto. Isso não acontece todo dia, não é? Saquei o cartão de crédito e rumo ao computador! E hoje, ela está nos meus pés. Uma alegria só. Mas o que eu queria falar mesmo, era dessa expectativa, da  sensação da espera e finalmente, a chegada de algo pelo correio. A gente só conhece as contas para pagar e/ou no máximo aquele cartãozinho daquela loja com 5% de desconto à vista no dia do seu aniversário. Ou as panelas, Melissa e até televisão, que compramos online. Agora a sensação de esperar por uma carta daquela prima que foi morar longe, ou  o cartão postal dos avós que foram fazer um passeio de navio até a Terra do Fogo, ou quem sabe as amigas que foram para o intercâmbio. Disso ninguém se lembra. Eu trabalho numa colônia de férias que tenta manter, heroicamente, o contato com os familiares através de carta. É isso mesmo. As crianças ficam quase duas semanas longe dos seus pais e a saudade é confortada através de cartas. Claro que numa emergência, é feito um contato telefônico. Um grande desafio para nós que vivemos conectados 48h por dia. Inclusive nossas crianças. Infelizmente. Um grande exercício de espera e como prêmio, aquele papel escrito a mão, cheio de emoção e saudade, contando o que foi feito naquela semana. Já perceberam como sua caligrafia já não é mais a mesma, talvez pela falta de uso? Me lembro na minha época que alguns pais enviavam recortes de revista, resumos das novelas. As cartas que minha mãe escrevia vinham sempre muito coloridas e desenhadas, contando sobre as minhas irmãs e o  meu cachorro. Meu pai sempre falava do carnaval com notícias da Banda de Ipanema e do Simpatia. Guardo todas. Carta também é memória e registro da nossa história pessoal e porque não coletiva. Tente escrever uma, ou quem sabe, espere por uma.

unhas feitas especialmente para esse momento

terça-feira, 8 de novembro de 2011

era para ser um pirulito, mas...


Lanche em casa, receber família e amigos. Queria fazer algo novo e claro, tinha que ser colorido e muito gostoso. Adoro fazer as pessoas felizes com as gracinhas que faço na cozinha. Lembrei de um pirulito de chocolate que vi num blog uma vez. Já não me lembro mais onde. Então pesquisei: "pirulito+chocolate+biscoito maria". E surgem 1.094.345 receitas. Resumindo, é assim:

1 pacote de Biscoito Maria (Maizena deve ficar legal também)
1 pote de doce de leite (eu usei o da Sancor, que é Argentino)
2 barras de chocolate meio-amargo (metade fica nos seus dedos, e você acaba tendo que lamber e tal..)
confeitos coloridos
palito de churrasco ou picolé (se tiver paciência)

Derreta o chocolate em banho maria
Recheie os biscoitos com o doce de leite
Coloque o palito no meio (eu desisti, por isso virou um Alfajor)
Cubra uma metade com o chocolate derretido
Leve à geladeira e deixe secar
Cubra a outra metade e aplique os confeitos
Geladeira de novo
Pronto!
(rende umas 20 unidades)

O visual é lindo e você ainda mata as saudades de um Havana (homemade, claro).




sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Estava faltando você




Ok, as fotos estão muito toscas. Foram tiradas de celular, com zero recurso. Tentei dar uma melhoradinha, mas.. Na próxima levo uma câmera de verdade. É só para vocês terem um gostinho do show de ontem, que foi para lá de divertido. Não assistia um show do Exalta há algum tempo e foi bacana ver como o grupo, com alguns integrantes renovados (e especiais), mantém a irreverência e a alegria, colocando todos para dançar. Sem parar. Respondendo ao "Não para, não para, não paraaa". O Studio RJ, ex-Jazzmania, ex-Mistura Fina, era o que o Rio de Janeiro precisava. Vale a pena conhecer um pouquinho da história e proposta do lugar no site oficial. Bom para dançar e escutar rock, bebê. Unindo música e arte urbana. Curti.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Amanhã tem!



Exalta Rei no Studio RJ, vamos?

5a feira 03/11
Av. Vieira Souto, 110 - Arpoardor
lista amiga até às 18h (no site do Studio RJ)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Não conta para ninguém..


Saiu hoje no O Globo um caderno especial, que na verdade é um guia chamado Água na Boca. Ele traz um menu “completo” de todas as casas votadas nas edições especiais do Água na Boca 2011 dos cadernos dos Jornais de Bairro. Na parte de café da manhã, aparecem muitos locais bacanas, mas certamente alguns especiais ficaram de fora. Que bom. Assim, nesse final de semana (e nos próximos) ainda será possível chegar para curtir aquele café da manhã, lendo o caderno Ela, sem ter que enfrentar (tanta) fila. Tem coisas que merecem não ser tãaao divulgadas, para não perder a magia. Já falei aqui do café da manhã do Parque Lage, que conta com as delícias do D.R.I. Agora vou contar um segredo, que fique aqui entre nós. Sábado é dia de feira na General Glicério. Ok?  Dia de passear por entre as coloridas barracas, comer um pastel com caldo de cana no Bigode, curtir as novidades da feirinha que rola em paralelo com muitos handcrafts e por que não, uma caipirinha ao som de chorinho. Mas não para por aí. Que tal um lugarzinho ainda mais charmoso, logo ali no inicio da Professor Ortiz Monteiro? Pois então. O Maya Café é um lugar especial para começar bem o dia. Além do café da manhã, é ótimo para um almoço rápido, ou um demorado chá no fim de tarde. Descobri que fechar o final de semana com uma taça de vinho com os amigos no domingo à noite, é prenúncio de uma ótima semana. Mas como eu estava falando de café da manhã, que tal um prosecco para acompanhar? Que fique aqui entre nós..  






segunda-feira, 24 de outubro de 2011

se a memória não me falha..



Aquário Parque Lage


memória é seletiva
memória é afetiva
eu jurava que você lembrava. tinha certeza.
memória é de cada um. mesmo que coletiva.

eu tenho a minha.
você tem a sua.
dizem que alguns peixes tem 3 segundos de memória.
sorte a deles para alguns fatos merecidos de ser esquecidos.
azar de outros que mereciam ser eternizados.
você fica com a sua.
eu fico com a minha.
quem sabe por alguns segundos a mais.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

sem querer levantar bandeira

Detesto radicalismo. Gosto sim da tentativa da busca (árdua) por um equilíbrio. Em todos os aspectos da vida. Principalmente na alimentação. Carrego em mim uma verve natureba, graças a herança do meu avô materno. Vovô Samuca para os íntimos. Ele namorou com a macrobiótica nos anos 70 e depois seguiu uma linha mais naturista. Era adepto da bioenergética, yoga e meditação. Quando essas práticas ainda estavam longe de se tornar hype, it ou cool. Nos meus treze anos decidi parar de comer carne, por questões filosóficas (ok, pena dos bichinhos). De certa forma, sob sua influência. E foram indas e vindas no cardápio, incluindo e excluindo alguns tipos de proteína. Há uns sete anos consumo apenas carnes brancas, motivada por questões que transcendem a filosofia (apesar de continuar com pena dos bichos). Passei a ter intolerância a carne vermelha. Isso não quer dizer que eu coma apenas comida orgânica, vegan, ou algo por aí. Mas sinto sim uma felicidade profunda quando adentro um restaurante natural/vegetariano. Emoção compartilhada com a irmã do meio, que há 23 anos, só come peixe. Não sei se é o colorido do prato, ou o fato de saber que aqueles ingredientes todos vêm da natureza (tá, papo cabeça). Ou se no íntimo, é onde estabeleço um contato com vovô e com a linda herança que ele me deixou.
Rua Dezenove de Fevereiro, 120 - Botafogo