domingo, 20 de maio de 2012
história sem fim
quando estou amando um livro e este começa a se aproximar do fim.. vou lendo devagar, aumentando as pausas entre as leituras. tentando evitar o inevitável: a saudade que fico dos personagens.
terça-feira, 15 de maio de 2012
frio dá fome
Almoço de terça-feira, início da semana. Um frio danado. Eu tenho tempo e um monte de coisa na geladeira que tenho medo que estrague. O resultado? Um almoço delícia, colorido e rápido. Claro, parte dele já estava encaminhado. Mas nada complicado. Seguem as idéias:
Folhas, tomate e pepino em quadradinhos e cogumelos
Para completar, um bom vinho para brindar!
Mini guacamole com torradinhas e limão para temperar
Folhas, tomate e pepino em quadradinhos e cogumelos
Milho cozido com queijo ralado, pimenta calabresa e limão
Linguine ao sugo com espinafre
quinta-feira, 26 de abril de 2012
o que eu vou salvar?
![]() |
| fogo meramente ilustrativo |
Foi a primeira pergunta que eu me fiz, após meus vizinhos baterem na minha porta para avisar que um apartamento no sexto andar estava pegando fogo. Todos tinham que descer. Fogo, sexto andar, coração na boca, arrepio pelo corpo inteiro. Sozinha em casa. Queria chorar, mas não dava tempo. O que eu pego? Fecho as janelas? Apago as luzes? O celular foi a primeira coisa. Carteira. Sei lá! Olhei para o computador. Pensei no que tenho de valor. Valor? Sentimental, afetivo, porque de jóia mesmo, apenas a aliança. O resto a gente repõe. Desapego. Que difícil isso. Fecho as janelas e antes de apagar a última luz, paro por uns instantes. Olho para a minha sala e fico admirando. Tudo que nós temos, construímos. Estamos construindo. Será que é assim? De um segundo para o outro tudo muda e tudo o que você tem fica em risco. Mas é no sexto andar e pode ser que o bombeiro chegue à tempo. Por favor, Sr. Bombeiro chegue à tempo. Celular no bolso, carteira na mão e pano de prato. É, pano de prato. Eu estava lavando a louça quando bateram na minha porta e depois dos dois minutos que demorei para decidir as medidas que deveria tomar, o pano de prato ficou esquecido no meu ombro. Cheiro de fumaça forte na escada de emergência. Sim, não usar o elevador é a primeira coisa que aprendemos sobre incêndio. Incêndio. Essa palavra ainda soa estranho. Mães, pais e babás com crianças, pais e mães chegando do trabalho, outras crianças chegando da escola, cachorros no colo. E eu agradecendo meus vizinhos. Meus heróis. Fiquei do outro lado da rua olhando meu apartamento apagado. Esqueci a porta da varanda aberta. Rezo para o carinha lá de cima (aquele que mora aqui dentro). Os bombeiros chegam e sobem de elevador (eles perderam a primeira aula?). Fogo controlado. Meus nervos também. Tenho agora a companhia dos meus pais e minha irmã que me dão o colo que só eles (e ele) sabem me dar. Foi um curto circuito e dentro de uns minutos os moradores retornam para o seu lar. O meu lar. Suspiro de alívio. Apesar do forte cheiro que ainda se percebe nos elevadores e corredores, salvaram-se todos. Eu salvei meu celular, a carteira e o pano de prato. E a mim também.
sábado, 21 de abril de 2012
Para ele
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O dia em que você conhece o amor
da sua vida
Você está saindo de um
aniversário em um bar, já passa de uma da manhã e o ânimo é pequeno. Mas é o
aniversário de uma grande amiga, e você resolve deixar a preguiça de lado e
chamar um táxi, na esquina da Prudente com a Farme.
Aí você se lembra que a festa é à
fantasia, então chegando lá, pede emprestado um adereço. Coloca um arco de
coelha e com um lápis de olho traça uns bigodinhos na bochecha. Está pronta.
Desce as escadas cuidadosamente com seu scarpin pink, short jeans e camiseta.
Durante a festa, um turista e um jóquei se fazem presentes. O turista conta que
a roupa é de um figurino de um espetáculo do seu grupo. Ele é músico. Você acha
graça. Acontece então uma conversa tímida sobre qualquer assunto às 4h da
manhã, na tentativa de uma aproximação maior. Ele, gentil, cede a última
garrafa de Stella para a sua irmã, que com um grande incentivo e tomando a tal
Stellinha, tenta aproximar vocês dois. Ele te olha diferente, mas nada
acontece. Ele não se conforma por estar de carona e não poder te levar embora.
Você, cansada, volta para casa com a sua irmã, que no caminho faz um grande
discurso, irritada com a sua falta de abertura para um cara que parecia tão
bacana.
Chegando em casa, às cinco da
manhã, você vai dar uma olhada no seu e-mail e descobre que o tal cara bacana
te procurou no Orkut. Bendito Orkut. E assim começa um contato entre letras e
risos e uma vontade de se ver, como tinha de ser. Uns dias depois você fica sem
internet e pede para a sua grande amiga enviar um e-mail para ele com o seu
telefone. Pronto. Não havia mais dúvida. Ele tinha te ganhado e você não fica
nem um pouco sem graça por entregar os pontos. E numa quarta-feira, saindo do
trabalho, você recebe uma mensagem. Era ele te convidando para sair. Combinado.
Saindo da terapia, você corre para comprar uma roupinha nova (claro que ele só
vai descobrir isso agora). Às nove ele te pega e sugere um Japa em Santa. Duas
palavrinhas que no seu ouvido soam quase como um pedido de casamento. Sim, você
aceita. Mas o tal japa em Santa já não é mais o mesmo. Tem televisão ligada,
barata na parede e atendimento ruim. Então você sugere um japa em Ipanema, onde
vocês conversam sobre a vida, trabalho e afins, compartilhando a primeira
refeição juntos. No carro, o tão esperado beijo. Com gosto de Halls de
melancia. E desde então, vocês viajam, curtem os carnavais e se amam de uma
forma única, somando amigos, risos e projetos. Saindo cada vez melhor das
curvas do caminho. Tendo a certeza de que querem envelhecer juntos, e continuar
a sorrir a cada acordar, quando os olhares se encontram. Porque naquela
madrugada do dia 25 de novembro de 2007, você tinha que ter pego aquele táxi,
naquela esquina, e mesmo cansada, se fantasiar de coelha para conhecer o amor
da sua vida.
sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
inveja branca
Eu invejo aquelas pessoas que sabem o que querem desde pequeninos. Do tipo: quero ser bombeiro, astronauta, atriz e por aí vai. Acredito que poucos realmente acabam se tornando aquilo que sonharam quando pequenos. Uns perdem o contato com o desejo, outros pensam que a escolha não irá lhe trazer a subsistência necessária, ou simplesmente, descobrem novas terras. Quando eu era pequena, tinha a certeza absoluta que seria veterinária. De animais de grande porte. Sim, era uma criança determinada, ariana, cabeça dura. Até que descobri que amava animais, mas não teria estômago nem coração para vê-los em sofrimento. Acabou que fui cuidar de pessoas em sofrimento. Ser humano é um bicho curioso, não? Pois é, buscando um foco no momento para tantos quereres.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
ain't no mountain high enough
Medianeras. Ok, um filme que praticamente todos já viram, comentaram. Aliás, teceram lindos comentários, porque realmente é apaixonante. Eu assisti ontem, aos 46 do segundo tempo, pois quinta ele sai de cartaz no Estação. Tá certo, o filme é argentino e já sai na frente por isso. A fotografia é de tirar o fôlego. Levanta questões sensíveis que vão além da busca eterna pelo grande amor, ou pelo seu Wally. O que faz uma cidade construir seus
prédios de costas para o seu rio? Ou, além de não vermos o rio, porque
tantos fios, que cobrem o céu? E a internet que nos aproxima do mundo, mas nos afasta da vida.. e por aí vai. É fácil se identificar com as manias, gostos e porque não, com a angústia e solidão vividos pelos personagens. Ao mesmo tempo que dá uma sensação claustrofóbica e de eterno desencontro, ele mostra que sim, sempre é possível voltar a sorrir. E como bem disse Lili,"abrir uma janela nas medianeras da vida". Afinal, ain't no moutain high enough..
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