sexta-feira, 30 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
inveja branca
Eu invejo aquelas pessoas que sabem o que querem desde pequeninos. Do tipo: quero ser bombeiro, astronauta, atriz e por aí vai. Acredito que poucos realmente acabam se tornando aquilo que sonharam quando pequenos. Uns perdem o contato com o desejo, outros pensam que a escolha não irá lhe trazer a subsistência necessária, ou simplesmente, descobrem novas terras. Quando eu era pequena, tinha a certeza absoluta que seria veterinária. De animais de grande porte. Sim, era uma criança determinada, ariana, cabeça dura. Até que descobri que amava animais, mas não teria estômago nem coração para vê-los em sofrimento. Acabou que fui cuidar de pessoas em sofrimento. Ser humano é um bicho curioso, não? Pois é, buscando um foco no momento para tantos quereres.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
ain't no mountain high enough
Medianeras. Ok, um filme que praticamente todos já viram, comentaram. Aliás, teceram lindos comentários, porque realmente é apaixonante. Eu assisti ontem, aos 46 do segundo tempo, pois quinta ele sai de cartaz no Estação. Tá certo, o filme é argentino e já sai na frente por isso. A fotografia é de tirar o fôlego. Levanta questões sensíveis que vão além da busca eterna pelo grande amor, ou pelo seu Wally. O que faz uma cidade construir seus
prédios de costas para o seu rio? Ou, além de não vermos o rio, porque
tantos fios, que cobrem o céu? E a internet que nos aproxima do mundo, mas nos afasta da vida.. e por aí vai. É fácil se identificar com as manias, gostos e porque não, com a angústia e solidão vividos pelos personagens. Ao mesmo tempo que dá uma sensação claustrofóbica e de eterno desencontro, ele mostra que sim, sempre é possível voltar a sorrir. E como bem disse Lili,"abrir uma janela nas medianeras da vida". Afinal, ain't no moutain high enough..
sábado, 11 de fevereiro de 2012
faltam três dias...
.. para desbravarmos o percurso afetivo de Tarsila do Amaral no CCBB. Abertura da exposição dia 13 para convidados e dia 14 para nós, reles mortais. Há 43 anos não acontece uma mostra individual da artista no Brasil. Já estava em tempo, não? Sou apaixonada pela obra da Tarsila e por todo o contexto da época. Tanta produção, efervescência e irreverência não só nas artes plásticas, mas na literatura, no comportamento. Semana de 22, o grupo dos cinco. A nossa Belle Époque. Senti uma enorme frustração na minha primeira visita ao Malba, residência oficial do Abaporu, pois o mesmo se encontrava em Miami. Abaporu é a obra brasileira mais valorizada no mundo, tendo alcançado o valor de U$1,5 milhões, pago pelo colecionador argentino Eduardo Constantini, em 1995. A obra foi pintada em óleo sobre tela e dada de presente à Oswald de Andrade, seu marido na época. Presentão héin?
Mas já na minha segunda visita ao Malba, tive o prazer não só de ver o Abaporu ao vivo, como grande parte da obra da artista, na mostra Tarsila Viajera. Que onda não? Pois é, desta vez ele não estará presente, pois a mostra não inclui os períodos habitualmente identificados na sua obra, como Pau-Brasil, Antropofágico e Social. Segundo Antonio Carlos Abdalla, curador da mostra, o enfoque dado foi "mais intimista; depois, temático e,
quando possível, cronológico", a partir da descoberta de um diário de viagens da artista. Mesmo sem Abaporu, não dá para perder.
Então, vamos?
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| ele não vai, mas você pode ir.. |
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
já caminhei..
chão macio, chão duro..
chão que aconchega, chão que machuca.
já caminhei para emagrecer, para ir à aula, para trabalhar.
110 km por uma causa, por um desafio.
para pensar,
para passear,
para conversar,
para namorar,
para relaxar,
para esquecer..
para chegar.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
wonderland..
Foram quase duas semanas sem tv e celular
Jornal e poluição
Foram quase duas semanas com os pés descalços e poucas horas de sono
Tinta na parede e nos cabelos
Respirando artes e risos
Colecionando histórias e encontros
Pessoas especiais e crianças incríveis
Foram quase duas semanas
Não fosse a saudade de casa e a realidade chamando..
Poderia ter sido uma eternidade.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Peru de fora se manifesta
É verdade. Esse ano não tem a banda do Leme me acordando e me lembrando que amanhã, vai ser tudo diferente. Não tem cheiro de maresia, flores para Iemanja, nem amigo oculto entre as primas. Muito menos um abraço apertado nos avós depois da meia-noite. A sobremesa era sempre no ano seguinte, e a piada nunca cansava. Os amigos que vinham de fora, tornando a festa um grande encontro do Mercosul, como diria meu pai. O peru que o vovô mandava assar na padaria, de tão grande que era, virou um peru malandro no forno da minha mãe, tentando correr dele a todo custo (foto abaixo para provar). Nem o Meridien existe mais, para nos brindar com a sua cascata de prata. Mas hoje.. Hoje tem crianças correndo pela casa de novo, renovando as energias (e bota energia nisso), tornando a família maior e mais alegre de novo. Afinal, nós éramos as crianças correndo pela casa, de pés descalços, deixando todos de cabelo em pé (e bota cabelo em pé nisso). Tem árvore de natal na casa nova, pronta para receber a família e os amigos amados. Tem irmãs e primas. E um amor do tamanho do Universo (sabendo que este é infinito). Salto alto, arroz basmati, pop cake de panetone. E claro, as calcinhas brancas dadas pela mamy. E muito para agradecer. Sempre.
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| Peru malandro |
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